PESQUISA

Procon Assembleia aponta variação de até 40% em produtos típicos da Semana Santa e Páscoa

Órgão de defesa do consumidor faz levantamento de preços de ovos de chocolate e pescado em supermercados da capital
Foto: Nonato Sousa

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Por Kátia Bezerra

Preços inacessíveis e as poucas opções levaram a dona de casa Rízia Almeida a confeccionar os próprios ovos de Páscoa para a família. A decisão veio logo após uma visita a vários supermercados da capital. “Sem condições, pois está muito caro. Já vi vários valores por aí e não gostei. Eu vou comprar formas e todo material para fazer os ovos para meus filhos. Vai sair muito mais em conta e alegrar a família toda”, admitiu.

Um levantamento feito pelo Procon Assembleia corrobora o que Rízia Almeida constatou. O preço do ovo de Páscoa pode custar 40% a mais, dependendo do estabelecimento comercial. A pesquisa, feita na segunda quinzena de março em dez supermercados de Boa Vista, tem como base seis produtos e seis marcas, incluindo barras de chocolate.

Já o levantamento de dez tipos de pescados feito pelo Procon constatou preços bem equilibrados. Um supermercado localizado na BR-174, no bairro Pricumã, zona Oeste da capital, tem mais opções de marcas de ovos e preços mais acessíveis, entre R$ 14,90 e R$ 79,50. Já o pescado mais em conta está numa feira do bairro Jóquei Clube.

O resultado da pesquisa pode ser acessado na íntegra no site da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR) no endereço al.rr.leg.br. Para encontrar os dados, o internauta deve clicar em Programas Especiais > Procon Assembleia > Atendimento Virtual > Pesquisa.

A orientação da diretora do Procon, Mileide Sobral, é para que o consumidor compare os preços praticados pelos estabelecimentos antes de comprar. “Planejar e ter em mente o quanto o consumidor pode gastar, pesquisar e comparar os valores e formas de pagamento são dicas muito importantes”, ressaltou.

Estabelecer prioridades e decidir qual produto comprar também é um alerta da especialista. “Se o consumidor adquirir ovos com brinquedos, verifique a classificação etária para evitar riscos para crianças e se possuem o selo do Inmetro”, explicou. As informações do fabricante e instruções de uso e montagem devem ser observadas durante a pesquisa feita pelo cliente.

Ainda de acordo com Mileide, em caso de produto derretido ou quebrado, é possível a troca, uma vez que é considerado vício de qualidade. Para conseguir trocar a mercadoria, o consumidor deve guardar o comprovante da compra.

Já em relação ao pescado, os cuidados devem ser redobrados. “Fique de olho no local onde ele se encontra, se está limpo e livre de insetos. A integridade do produto é importante e o estado de conservação também. Atenção ao mau odor ou acúmulo de líquidos e à data de validade”, frisou.

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