AGOSTO DOURADO

Leis e campanhas buscam estimular aleitamento materno em Roraima

Até os seis meses de vida, alimentação do bebê deve ser feita exclusivamente com leite humano
Divulgação/Fonte

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A necessidade da amamentação para o pleno desenvolvimento dos recém-nascidos é tema da campanha Agosto Dourado, criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em Roraima, ela faz parte do Calendário Oficial de Eventos desde 2020, por meio da Lei nº 1.413.

De acordo com Silvia Furlin, coordenadora do Banco de Leite Humano do Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth, o líquido é fundamental para proteger o bebê de doenças e é suficiente para nutri-lo e prepará-lo para receber outros alimentos meses mais tarde.

“O leite materno é o melhor alimento e mais completo nutricionalmente. Ele é ideal principalmente para os recém-nascidos que estão internados na UTI neonatal”, disse.

Até os seis meses de vida, a alimentação do bebê deve ser feita exclusivamente com leite humano. Contudo, especialistas sugerem que a amamentação deve continuar até os dois anos ou mais.

Apesar disso, o aleitamento pode ser um desafio para muitas mães que não podem amamentar e contam com as doações do Banco de Leite. Segundo Silvia, o processo de doação é simples e ajuda a salvar vidas.

“A mãe precisa ter excedente de leite materno, boa saúde, estar com os exames em dia e, então, entrar no cadastro de doadoras ativas. Esse leite chega cru, passa pelo processo de pasteurização e depois pela microbiologia. Após 48 horas, uma bioquímica faz a liberação do leite”, explicou Silvia.

Atualmente, apenas cem mães compõem o banco de doadoras de leite em Boa Vista, segundo a coordenadora. A designer de sobrancelhas Débora de Azevedo, de 22 anos, é uma delas.

“Minha bebê nasceu prematura e está na UTI. Quando vou amamentá-la e tiro mais leite do que ela precisa, doo o excedente. Vai beneficiar outras crianças que também estão precisando desse leite que é muito importante”, afirmou Débora.

Para estimular o aleitamento materno e conscientizar a população sobre sua importância, Roraima também dispõe da Lei nº 175 de 1997, que determina a realização de campanhas educativas sobre o tema, proteção do aleitamento para as mães trabalhadoras e garantia de condições para atender às práticas de amamentação na maternidade.

Além disso, a Lei nº 1.294 de 2018, determina a instalação de salas de apoio à amamentação em órgãos públicos estaduais, para a extração e armazenamento de leite materno durante o horário de expediente das servidoras.

No Estado, doadoras de leite também têm direito à isenção do pagamento de taxa de inscrição em concurso público e vestibular, desde que tenham doado pelo menos 15 vezes no período de um ano anterior à publicação do edital, conforme a Lei nº 1.539 de 2021. Já a Lei nº 1.558 de 2021, assegura às mães o direito de amamentar os filhos durante a realização de concursos públicos em Roraima.

Para doar

Para se tornar doadora, basta entrar em contato com o Banco de Leite pelo WhatsApp no número (95) 98414-0772 e preencher o cadastro on-line. A doação pode ser feita sem sair de casa. Por meio do projeto “Bombeiros Amigos do Peito”, a equipe faz a coleta e encaminha para a maternidade.

Também é possível doar potes de vidro com tampa plástica, que servem para o armazenamento de leite materno na unidade. Os interessados em ajudar, também podem entrar em contato via WhatsApp. A instituição providencia a coleta.

Texto: Juliana Dama
Fotos: Marley Lima e divulgação TV Assembleia
SupCom ALE-RR
03/08/2022

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