Festival Descentraliza incentiva negócios de impacto em Roraima | ASN Roraima

Divulgação/Fonte

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O evento aconteceu nesta quinta-feira,26, em frente ao Sebrae Airton Dias, localizado no bairro São Francisco.

Em uma parceria entre o Instituto Sabin, Impact Hub Brasil e Sebrae Roraima, o “Festival Descentraliza Impacto Roraima” reuniu empreendedores de diversos segmentos em um dia de muito aprendizado e networking para discutir sobre o mercado de impacto no estado e incentivar as organizações, comunidades e indivíduos a se tornarem agentes de mudanças dentro da sua realidade.

Negócios de impacto são empresas que procuram gerar benefícios sociais por meio de suas próprias atividades, além do retorno financeiro. E para aproximar e empoderar essa temática, o evento iniciou com uma tarde de palestras e painéis.

Renata Albuquerque, proprietária da Macchiato Cafetaria.

A primeira “Construção de uma agenda de impacto no ecossistema de Boa Vista” contou com a participação de alguns convidados que relataram suas experiências dentro desse cenário dos negócios de impacto. Dentre eles, Renata Albuquerque, proprietária da “Macchiato Cafeteria” destacou que desenvolver projetos sociais é uma forma de contribuir com a economia colaborativa da região.

“Sempre busquei colocar meus valores e princípios em tudo que faço e não seria diferente na minha empresa, pois eu não queria somente vender café, mas trazer experiência e sensibilidade para os meus clientes.” explicou a empreendedora.

Marcio Ribeiro, fundador do instituto Pirilampos.

Marcio Ribeiro, fundador do instituto Pirilampos, também participou deste painel e pontuou que trazer eventos que estimulam o ecossistema de impacto em Boa Vista é primordial para a transformação dos negócios.

“Nossa instituição é genuinamente de Roraima, são 16 anos de trabalho em prol dos adolescentes em situação de vulnerabilidade, além do fortalecimento das ODS, então esse momento foi extremamente importante para mostrar que o empreendedorismo e inovação social são pilares fundamentais para transformar vidas” disse Ribeiro.

Marcus Bessa, CEO da Impact Hub.

O impacto pode acontecer em qualquer lugar, seja no setor público, privado ou iniciativa social, afirmou Marcus Bessa, CEO da Impact Hub.

“A ideia do festival é trazer essa discussão para outros territórios, e para fazer isso, contamos com o apoio de atores locais que entende da região e que faça essa conexão. Dessa forma, o Sebrae foi fundamental para este momento acontecer e somar conhecimentos, pois para fortalecer os negócios de impacto em Boa Vista, é importante fomentar parcerias entre diferentes setores” contextualizou Bessa.

Almir Sá, diretor de administração e finanças do Sebrae/RR, enfatizou o compromisso da instituição em apoiar iniciativas que promovam sustentabilidade, responsabilidade social e empreendedorismo com propósito.

“Esse evento trouxe a visão de impacto para os pequenos nos negócios do estado, mostrando que agregar valor aos seus serviços ou produtos é uma iniciativa que modifica a realidade de muitas pessoas, além de contribuir com o desenvolvimento econômico e ambiental da região” reforçou o diretor.

Camila Oliveira, mediadora da Impact Hub.

Para concluir a parte técnica do festival, os participantes passaram pelo “Workshop Construção do Canvas impacto” que é um modelo estratégico de negócios voltados para esse ecossistema de soluções que causem impactos positivos para a sociedade.

“Buscamos apresentar que é possível realizar uma solução palpável e eficaz para problemas reais que existem na região, e para isso utilizamos essa metodologia como uma forma de integrar essas pessoas e motivá-las a terem ideias que resulte em possibilidades de impacto em Roraima” relatou a Camila Oliveira, mediadora da Impact Hub.

Hélio Zanona, proprietário da Makunaima Soluções e Turismo.

O empreendedor Hélio Zanona, proprietário da “Makunaima Soluções e Turismo”, empresa que atende diversos setores de turismo desde negócios, eventos esportivos, etnoturismo e observação de pássaros, frisa que seu negócio atua com projetos de impacto há muito tempo, e que esse evento trouxe visibilidade para essa causa.

“Realizamos uma corrida na Serra do Tepequém onde buscamos contratar guias locais da própria comunidade, além disso, o troféu é feito por artesões da região e acreditamos que esse planejamento traz impactos positivos para aquela região” ressaltou o participante do evento.

No fim do evento foi realizado uma feira local em frente ao Airton Dias para promover esses negócios e apresentá-los ao público externo. Esse espaço contou mais de 50 empresas expositoras com produtos exclusivos da região, praça de alimentação e atrações musicais.

Leidiana Albuquerque, proprietária da loja Wazaká.

Leidiana Albuquerque, proprietária da loja Wazaká, faz arte na moda, canecas, cadernetas, bolsas, ecobags.

“Trabalho com as sacolinhas de papel como embalagem, também tenho sacolas de pano e utilizo principalmente material de algodão e linho, que é a base de todo o revestimento e algodão cru também. Então, essa é a base que estou inicialmente, mas tem muitas outras ideias que é trabalhar com os retalhos, algumas peças são moda autoral e além disso, trabalho com detalhes para produzir um produto. ” contou a empreendedora.

Maysa Carvalho, ilustradora da loja Mai Ilustrações e Design.

Maysa Carvalho expôs seu trabalho durante a Feira Descentraliza, e destacou a importância de se aproximar com o consumidor de forma presencial.

“Vim participar da feira através do Economia Criativa. Eu acho que é uma oportunidade bem interessante para a gente expor o nosso trabalho, já passaram algumas pessoas de fora também por aqui, eu achei interessante até, e eu tenho a oportunidade de fazer contatos. ” afirma Maysa.

Norelis Falcon, gestora da Procriart Aweku.

Norelis Falcon foi vencedora do Prêmio Mulher de Negócios, organizado pelo Sebrae no dia 17 de outubro, e expôs seu trabalho durante a feira. Ela possui um projeto com um grupo de artesãos indígenas da etnia Taurepang e Warao, trazendo ancestralidade e originalidade a sua loja.

“A gente migrou e empreendeu com artesanato, então respeitamos a origem de cada peça. Quando temos contato direto com a pessoa que faz a peça e essa pessoa já acredita em seu trabalho é uma conexão incrível porque percebemos que estamos fazendo coisas de impacto” contou Norelis

EMPRESAS EXPOSITORAS DO FESTIVAL

“Coisas do Ceará”; “Encanto de Roraima”; “Espaço Cultural Maktub”; “Mai Ilustração& Design”; “Museu a Casa”; “Procriart Aweku”; “Savana”; “Tati Pepe”; “Wazaká”; “Artesanato Indigina”; “Espaço Terapêutico Simões”; “Patsy Ana Artesanato”; “Maria Iris”; “Linear Artes”; “Serra Produtos Naturais”; “Oficina das Artes”; “AP Acessórios”; “Del Placas Entalhadas”; “Akapi-42”; “Orlyfestas”; “Mimos da Kaká”; “Raimundo Suporte de Vasos”; “Macuxi Criativa”; “D´Artes”; “Agatha Variedades”; “Kacrochê Bolsas”; “Flor de Lithos”; “Cleide Plantas e Arte Criativa”; “Isaflor Acessórios”; “Brechik da Rosa”; “Leal Licor”; “Tio Chico Burguer”; “Kombinados”; “Acarajé da Rose”; “Buffet da Baiana”; “Delícias das Neves”; “Delícias da Wendy”; “Chocolove Confeitaria Fitness”; “Doceriana”; “Frangolândia”; “Jardim do Açaí”; “Jeito Mineiro”; “John´s Batatas Recheadas”; “Kombi da Pizza”; “Lanche do Romero”; “Mineiro do Côco”; “Ninoska”; “Quintal do Espeto”; “Rainbow Café”; “Sucos P Burgod”; “Tia Cris Doces”; “Macchiato Caffer Atelier”; “Socialme”; “Ana´s Macuxi”; “Empretec” e “Maria Violeta”.

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