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Um ano após ganhar o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, Ana Siqueira expande Imeru Café

Divulgação/Fonte

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Um ano após conquistar o primeiro lugar nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, Ana Siqueira Calleri vive uma nova fase à frente do Imeru Café. O reconhecimento trouxe mais visibilidade para a marca, aumentou as oportunidades de negócio e incentivou investimentos em equipamentos, estrutura e qualificação. A empreendedora também passou a enxergar o Imeru para além da comercialização do café, com novas possibilidades ligadas ao turismo e à gastronomia.

A mudança começou pela própria forma de Ana olhar para o empreendimento. Depois da premiação, ela percebeu que outras pessoas enxergavam potencial de crescimento no Imeru e passou a rever processos, organização e estratégias para acompanhar essa percepção.

“Eu percebi que as pessoas enxergavam algo grande, algo que eu ainda não conseguia ver. Então pensei: se é para ser grande, se é para se tornar aquilo que as pessoas estão enxergando, eu preciso honrar essa visão e fazer jus ao que elas acreditam”, contou.

Investimentos para acompanhar o crescimento

Parte do valor recebido na premiação foi destinada a melhorias no empreendimento. Ana investiu na compra de equipamentos para as atividades administrativas e para o acompanhamento da produção, como um tablet utilizado na rastreabilidade do café e um computador.

A família também investiu em um barracão que hoje abriga atividades de café da manhã e restaurante, dentro de uma nova frente de atuação voltada ao turismo. Os recursos do prêmio foram somados a outros financiamentos para viabilizar as melhorias.

“Depois da premiação, eu consegui comprar e investir em alguns equipamentos que a gente precisava na questão de trabalho e administração. Investi no tablet para poder fazer a rastreabilidade do café, no computador que a gente estava precisando e depois nós investimos no barracão aqui, onde está sendo o café da manhã”, explicou.

Além da estrutura, Ana passou a buscar mais qualificação, tecnologia e organização dos processos. A intenção é melhorar a qualidade do café e preparar o empreendimento para crescer de maneira estruturada.

Mais visibilidade e novos mercados

A premiação também ajudou a colocar o Imeru em espaços que, segundo Ana, poderiam levar mais tempo para serem alcançados. Depois da conquista nacional, ela passou a receber convites para entrevistas, podcasts, eventos e palestras, apresentando a história do empreendimento e falando sobre a produção de café.

“A gente conseguiu se inserir muito no mercado, conseguiu se inserir em lugares que talvez, se o prêmio não tivesse vindo, a gente demoraria muito mais tempo para poder se inserir em novas oportunidades de mercado, de marketing, de palestras. Então, foi bacana essa parte, porque agilizou muito esse processo”, relatou.

Entre as oportunidades, esteve a participação no Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da TV Globo. A aparição, que era um sonho antigo de Ana, também fez com que o empreendimento passasse a ser reconhecido por pessoas de outros estados.

“A gente conseguiu até passar na Globo, que era um dos sonhos de criança. Nunca na minha vida imaginei que isso ia acontecer, mas, graças ao prêmio, graças ao Sebrae, eu consegui fazer isso”, contou.

Segundo a empreendedora, a maior exposição veio acompanhada de aumento nas vendas, novos contatos e parcerias. Pessoas de outros estados passaram a procurar o Imeru depois de conhecer a marca, enquanto consultorias e ações de capacitação ajudaram a aprimorar diferentes áreas da empresa.

Uma nova fase para o Imeru

Criado há cerca de seis anos, o Imeru Café surgiu a partir do trabalho da família e ganhou espaço com a produção desenvolvida na comunidade indígena Kauwê, em Pacaraima. A conquista nacional foi, para Ana, a primeira grande premiação de sua trajetória como empreendedora e uma forma de levar a história construída pela família para além da comunidade.

“O primeiro lugar do prêmio que a gente ganhou foi a primeira grande conquista de mim como empreendedora e trazer isso para dentro da minha comunidade e trazer isso como uma coisa que foi criada aqui dentro por mim, pela minha família”, afirmou.

Um ano depois, o reconhecimento continua sendo uma referência para Ana, mas também representa uma mudança na maneira de pensar o empreendimento. A empreendedora passou a investir não apenas para aumentar a produção, mas para estruturar uma marca que reúne café, turismo, gastronomia e novas oportunidades de mercado.

“Representa identidade. Sem identidade a gente não conseguiria chegar onde a gente chegou. Representa trabalho, representa esforço, representa persistência, resiliência, teimosia. Representa tudo o que a gente já viveu”, disse.

Para Ana, a premiação também serviu para validar o trabalho construído ao longo dos anos e abrir espaço para novos planos.

“Conseguiu validar o nosso trabalho, conseguiu validar o meu trabalho como empreendedora, conseguiu validar alguns sonhos, enfim, e foi o início também de várias outras coisas que a gente pode alcançar futuramente”, concluiu.

Fonte e imagens: SEBRAE-RR DA ASN RORAIMA– Leia a matéria completa aqui

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